Me chamo Jefferson e sou professor de História. Me formei na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), campus de Cajazeiras e sou um amante da História. Hoje pesquiso muito sobre as tecnologias no ensino de História, mas também gosto muito da História Local. Amo pesquisar sobre minha cidade, pois esta é meu ponto de partida enquanto cidadão e historiador.quinta-feira, 2 de abril de 2020
Quem sou eu?
Olá galerinha, tudo bem?
Me chamo Jefferson e sou professor de História. Me formei na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), campus de Cajazeiras e sou um amante da História. Hoje pesquiso muito sobre as tecnologias no ensino de História, mas também gosto muito da História Local. Amo pesquisar sobre minha cidade, pois esta é meu ponto de partida enquanto cidadão e historiador.
Me chamo Jefferson e sou professor de História. Me formei na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), campus de Cajazeiras e sou um amante da História. Hoje pesquiso muito sobre as tecnologias no ensino de História, mas também gosto muito da História Local. Amo pesquisar sobre minha cidade, pois esta é meu ponto de partida enquanto cidadão e historiador.Gripe Espanhola e Covid-19
Olá galerinha, tudo bem?
Hoje é dia de falar mais de História. Estamos em
distanciamento social ou isolamento vertical, como estão chamando aí por conta
da pandemia do Covid-19, doença provocada por um novo coronavírus. Pois é! Eu
acho que você já deve estar cansado ou cansada em ouvir, ver e ler sobre o assunto. Em sua
cidade certamente as aulas foram suspensas e os professores estão trabalhando,
de casa, para que você tenha uma educação de qualidade.
Não é fácil! Na verdade, não está fácil para ninguém e é por
isso que não falaremos da tal Covid-19, mas de outra pandemia que acometeu
muitas pessoas e provocou inúmeras mortes entre 1918 e 1920: a gripe espanhola – que de hispânica
não tinha nada!
O mundo vivia os horrores de uma guerra mundial que, apesar
de estar no final, à época ninguém imaginasse isso.
Enfim... A gripe espanhola surgiu nos EUA e, para não abalar
o moral dos soldados americanos nas trincheiras, esta notícia foi camuflada ao
extremo enquanto ela, tal como a Covid-19, se espalhava facilmente e numa
dimensão assustadora.
Mas e por que espanhola? Justamente porque a Espanha era um
dos poucos países neutros na Grande Guerra e a imprensa podia publicar de um
tudo, livremente. Assim, quando os casos começaram a surgir na Espanha, a
imprensa tratou de anunciar a fim de sensibilizar as autoridades locais e cidadãos
a tomarem as providências. Brevemente, a influenza – nome do vírus da gripe – espalhou-se
não somente pela Espanha, mas por toda a Europa e o mundo, chegando a matar muito
mais do que os campos de batalha.
No Brasil, a pandemia chegou ao final de 1918, mais
precisamente em setembro a bordo do navio britânico “Demerara”. Este tipo de navio
era comum a uma época em que não havia internet e nem whatsapp para divulgar as
informações. Ele trazia as correspondências oficiais, sobretudo as que
informavam dos destinos da Guerra.
Este navio vinha atracando em várias cidades e, no Recife,
apareceram os primeiros casos. Assim como hoje tem gente que acha que a
Covid-19 é só uma gripezinha que quem tem porte de atleta não pode ser
acometido, em 1918, as autoridades brasileiras também agiram com descaso aos primeiros
indícios da gripe espanhola, todos achavam que o Atlântico barraria o avanço do
vírus. Que nada! Quanta tolice!
Em 1919, quando já haviam mais casos do que se esperavam, um
grande baque: Rodrigues Alves, eleito presidente pela 2ª vez, morreu vítima de
gripe espanhola.
Estima-se que só entre outubro e dezembro de 1918, 65% da
população adoeceu, só no Rio de Janeiro foram 14.348 mortes e em São Paulo
outras 2mil. Até o momento em que fizemos este post passam de 1 milhão de
pessoas infectadas por Covid-19 e, só no Brasil pouco mais dos 8 mil
confirmados, com dados de 326 mortes por Covid-19.
1918
|
2020
|
Então, vale a pena
lembrar:
Fonte: BRASIL. Site
do Ministério da Saúde (2020)
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